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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sem fronteiras e sem perspectivas



Eis a maior dualidade da realidade contemporânea. A medida que a sociedade cresce em números, taxas e índices econômicos, deixa a deriva um ente fundamental: As perspectivas de desenvolvimento humano.

Chaplin, para mim um dos maiores pensadores humanos, cita que a sociedade não pode ser dividida entre heróis e tiranos, pois cada ser tem paixões diferentes e independente da classificação: boas ou más, foram entregues pela sociedade e não pela natureza.

Não enxergo os assaltantes, invasores e tantas outras catalogações maniqueístas como personagens do lado negro da história. De fato, a necessidade os forçou a lutarem, ainda que das formas mais ferozes para obterem o mínimo de subsistência!

Posso eu, culpar alguém por ter fome?

O ente social que se encontra as margens econômicas, se vê em um duro palio: De um lado um sonho e do outro a necessidade. Maslow afirma, que antes de tudo, o homem tem uma série de necessidades que devem ser cumpridas em sequência lógica e em cadeia. Por exemplo, o homem tem que primeiro sanar as necessidades biológicas para em seguida sanar as necessidade morais.

Se estar nessa sociedade exige a obrigação de uma visão maniqueista, que obriga a declaração dos reais  culpados, então a afirmativa é simples: Sim, o culpado é a sociedade, seja por não oferecer a educação adequada, por não oferecer as condições dignas de ascensão e, principalmente, por não ser igualitária!

Portanto, se realmente queremos combater a violência, que se invista em educação e possamos revolucionar esta sociedade, porque matar, prender e maltratar não são fontes de resolução!

E onde chegaremos?? Quais perspectivas temos a oferecer às futuras gerações??
São perguntas que infelizmente não podemos responder, pois, há uma grande lacuna entre o que passa na televisão e o que realmente acontece nas galerias!

Pronto, falei!

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