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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Crescer" está na contramão de "Desenvolver"



"Crescimento e Expansão" sempre foi  a meta de todas as sociedades que deixaram suas pegadas na história da humanidade. Independente das bases filosóficas, das metodologias práticas e das estratégias de continuidade, todas prezaram pelas condições básicas de sobrevivência, que tornavam a população intrinsecamente ligada a continuidade desta sociedade, sendo esse processo denominado de Superestrutura.

A superestrutura em um sistema apresenta a finalidade de gerar correntes nas massas, objetivando que estas permaneçam ligadas e dependentes da situação vivenciada.

Por exemplo, quando nos referimos ao serviço rodoviário no Estado do Ceará, ficamos constrangidos com a ineficiência dos serviços da Empresa Expresso Guanabara S\A. Ligada ao Ex-Senador e Ex-Governador Tasso Jereissati (PSDB - CE), esta entidade monopoliza os serviços de transporte nas principais rotas de ligação à Fortaleza. Como não há concorrentes, ela trata de forma autoritária seus clientes, não zelando pelo mínimo de bem-estar à pessoa humana.

O que de fato é vergonhoso, é ter-se em plena contemporaneidade uma sociedade defasada na gestão dos serviços básicos. Segundo Fernando Henrique Cardoso: "Privatizar é crescer".

O que não se concebe ainda hoje e causa revolta, é o ônus gerado pela privatização de estatais que são extremamente estratégicas ao desenvolvimento econômico e social. Privatizar é tornar a sociedade dependente dos serviços privados (Capital Internacional), que a qualquer hora podem extorquir e, em momentos de tensão, abandonar e negar tais serviços.

A cidade de Iguatu\CE é exemplo direto do caos supracitado. A Companhia Energética do Ceará - COELCE, privatizada na Gestão Jereissati, com a promessa de tornar eficiente e acessível a energia elétrica no interior cearense, porém, o que ocorre é um aparente descaso, uma vez evidenciado no dia 09 de janeiro de 2012, por meio da grande sequencia de quedas energéticas nos bairros periféricos das cidade Iguatu-CE.

E quem de fato sofre é a população, pois além de pagar altas taxas pelo uso da eletricidade, têm esse serviço de péssima qualidade e, ainda perdeu uma empresa estatal!

A promessa não foi cumprida por meio da privatização, pois a difusão da energia elétrica nos rincões só se deu através do programa "Luz para todos" do Governo Federal, na gestão Lula, que atendeu inclusive as demandas do Caldeirão do Beato José Lourenço. Vale ressaltar a inacessibilidade desta localidade situada na cidade do Crato-CE e suas estradas montanhosas e carroçais, mesmo assim, o sitio histórico e seus pouquíssimos residentes foram contemplados.

Portanto, esta unidade federativa, que por tantas vezes foi tratada como "testa de ferro" nos programas e ações neoliberais, comprova e afirma por si só que privatizar não é o caminho!

Pronto, falei...

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